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    Sanções da ONU vão “para o lixo”, diz presidente do Irã

    As novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã “não valem um centavo” e devem ir “para o lixo”, declarou nesta quarta-feira o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Ele foi citado pela agência de notícias Isna em após uma entrevista no Tajiquistão. “Disse a um deles (representantes das potências): estas resoluções votadas são só lenços usados”, insistiu, minutos depois do anúncio da votação no Conselho de Segurança.

    O embaixador iraniano na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Ali Asghar Soltanieh, já havia afirmado anteriormente que o país não interromperá suas operações de enriquecimento de urânio.

    As novas sanções contra o Irã foram aprovadas nesta quarta para tentar convencer Teerã a suspender suas atividades nucleares. Mais cedo, Estados Unidos, França e Rússia haviam expressado suas reservas quanto ao acordo do país islâmico com o Brasil e a Turquia para a troca de urânio iraniano.

    Brasil votou contra as punições ao Irã

    O Brasil votou contra a nova série de punições ao Irã no no Conselho de Segurança da ONU. Segundo discurso da embaixadora brasileira nesse organismo, Maria Luiza Ribeiro Viotti, essas medidas fortalecem os setores que não desejam o diálogo. “Não vemos as sanções como um instrumento efetivo. Com toda a certeza, vão provocar o sofrimento do povo do Irã e favorecer os que não querem que o diálogo prevaleça”, disse.

    Além disso, a diplomata acrescentou que “experiências passadas na ONU, em especial no caso do Iraque, mostram que a espiral de sanções, ameaças e isolamento pode ter como resultado trágicas consequências”. Ela defendeu o acordo tripartite Irã-Brasil-Turquia, e afirmou que o governo brasileiro “lamenta profundamente” que “não tenha recebido o reconhecimento político que se merecia; não lhe deram tempo para que rendesse frutos”.

    Já a França informou que “a porta do diálogo continua aberta” para o Irã, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bernard Valero. “As sanções não vão pôr um ponto final ao assunto. Queríamos uma solução negociada, que respondesse às necessidades do Irã, mas tranquilizando a comunidade internacional”, informou em um comunicado.

    Fonte: Correio do Povo

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