• Blog
  • Artigos
  • Sobre o Farid
  • Onde encontrar
  • Mundo da Velocidade
  • Entrevistas
  • Anuncie aqui
  • Contato
  •  

    Artigos

    Jogos de azar, “arruínam o caráter pela fortuna”

    Desde 1941 quando o presidente Getúlio Vargas proibiu pela primeira vez os jogos de azar no Brasil o debate em torno da legalização do jogo no país está em pauta. Contudo em 2007, 66 anos depois, o tema volta às principais capas de jornais e revistas após a Polícia Federal constatar que membros do Judiciário brasileiro atuavam em favor de quadrilhas de máquinas caça-níqueis. Os chamados jogos de azar foram responsáveis pelo mais forte abalo da credibilidade da Justiça nacional.

    Ninguém deve se enganar com a aparência inocente das casas de jogos. Armas, tráfico de influência e uma rede de corrupção estão por trás dos bingos, cassinos e máquinas caça-níqueis. Os defensores da atividade alegam o livre-arbítrio da ação de apostar. A tese de que joga quem quer e quem tem dinheiro para tal. Contudo já presenciei por inúmeras vezes, em bolsões de pobreza nos quais foram instalados caça-níqueis, pais deixando de alimentar os filhos para investir na jogatina. 

    A questão principal é que os jogos de azar devem ser proibidos e não podemos abrir exceções. Pesquisas realizadas em diversos países do mundo apontam o significativo número de que 4% dos adolescentes e entre 1% e 2% de adultos sofrem com jogo patológico. Jogador patológico pode ser definido como o indivíduo que perde o domínio sobre o jogo, tornando-se incapaz de controlar o tempo e o dinheiro gasto, mesmo quando está perdendo seus poucos recursos.

    Na busca de informações sobre o jogo no Brasil deparei-me com um parecer de Rui Barbosa sobre o tema que acredito ainda conserva sua propriedade e atualidade: “de todas as desgraças que penetram no homem pela algibeira e arruínam o caráter pela fortuna, a mais grave, sem dúvida, é essa: o jogo”. A Operação Huricane da Polícia Federal mostrou ao país o quanto a jogatina pôde ser danosa para a sociedade. O jogo deixou uma mácula na imagem do Poder Judiciário brasileiro e, por conseqüência, colocou sob suspeita inúmeras sentenças proferidas pelos magistrados envolvidos nas denúncias. Apesar de tudo isto, devemos ter a convicção de que a Justiça brasileira, salvo um pequeno número de juízes e desembargadores desonestos, é correta, íntegra e ética. O que não devemos concordar é que o Estado – e nele inclui-se os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário - continue permitindo que os bingos e caça-níqueis levem para a sociedade tantos malefícios como a corrupção, o enfraquecimento da família e a violência.

    3 comentários para “Artigos”

    1. Paulo Esteves disse:

      Quando atingimos uma certa idade fica muito difícil acreditar nas pessoas e em justiça devido os inúmeros exemplos negativos que surgem a cada dia.
      Hoje estamos tão decepcionados com o ser humano que acabamos generalizando como forma de defesa.
      Pena que as pessoas não sejam mais as mesmas, cada vez mais gananciosas.

    2. Paulo Esteves disse:

      PARABÉNS PELO SUCESSO E AUDIÊNCIA DO PROGRAMA E PARA TODA A EQUIPE DO “RIO GRANDE NO AR” SOU TELESPECTADOR ASSIDUO, NÃO SAIO DE CASA SEM ANTES VER, OUVIR AS NOTÍCIAS SEMPRE EM PRIMEIRA MÃO.
      TODOS OS DIAS TOMO O MEU CAFÉ EM COMPANHIA DESTE PROGRAMA QUE NA MINHA OPINIÃO É O MELHOR.
      NÃO ME AGRADEÇAM PELO COMENTÁRIO, EU É QUE AGRADEÇO PELA COMPANHIA.
      DESCULPE MAS O COMENTÁRIO NÃO É SOBRE O ASSUNTO ACIMA MAS EU TINHA QUE FAZER O MEU REGISTRO

    3. Paulo Silva disse:

      PERMITA-ME DISCORDAR. GENERALIZAR, NESTE E EM QUALQUER OUTRO CASO, É UM POUCO TEMERÁVEL. QUANTAS E QUANTAS PESSOAS FICARAM DESEMPREGADAS (CARTEIRA ASSINADA) APÓS A “DECISÃO DO PRESIDENTE LULA”? JOGO É JOGO. GANHA OU PERDE QUEM APOSTA.

    Deixe um comentário